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Carros Elétricos e Condomínios

Publicado por Luiz Editor em

Com a modernização da tecnologia e redução de poluentes, os veículos híbridos e elétricos estão ganhando espaço no mercado mundial. No Brasil, sua comercialização ainda é tímida, mas vem se popularizando e despertando nova demanda aos condomínios: como vou carregar meu veículo?

Na Europa, os veículos a combustão já estão com os dias contados. A França e Reino Unido já estabeleceram a proibição de veículos a combustão a partir de 2040. A Noruega, que já conta com quase um terço da sua frota emissão zero, caminha para metas ainda mais agressivas visando eliminar motores a combustão até 2025 oferecendo subsídios e incentivos. Por incrível que pareça, a China liderou a venda de veículos plugin no mundo em 2018, responsável por 56% das vendas globais de veículos elétricos, com 1,2 milhões unidades emplacadas. Enquanto muitos países já se movimentam para a transição para os veículos elétricos, o governo Brasileiro ainda está desenvolvendo a Rota 2030 – nova política industrial automotiva.

Para entender melhor o funcionamento destes veículos e qual impacto no sistema elétrico, precisamos esclarecer os tipos de sistema existentes hoje. Existem hoje no mercado veículos 100% elétricos e os chamados híbridos (mistos de combustão/elétrico). Dentre os veículos híbridos, existem 3 tipos de arquitetura: Híbrido puro, Hibrido Plug-in e Hibrido de Longo Alcance.

(Jonatan Sarmento/Quatro Rodas)

Eliminando a necessidade do posto de gasolina, ao adquirir um veículo plugin (com entrada para carregamento), qualquer local com energia disponível é uma possível estação de carga – seja em casa, no trabalho ou em um posto de carregamento.

No entanto, de acordo com o site ChargeHub, 80% dos usuários nos Estados Unidos carregam seus veículos em casa. Isso é importante para entender a demanda que os edifícios comerciais e residências terão conforme esta tecnologia se populariza no Brasil. Hoje existem diferentes tecnologias de carregadores que variam de acordo com sua potência, corrente, tensão e faseamento. Essas diferenças variam o tempo de carregamento do veículo, ponto crítico desta tecnologia.

Existem dois tipos de carregamento residencial: carregamento de nível 1 e carregamento de nível 2.

Nível 1: O carregador padrão que acompanha o veiculo geralmente de 120V e 10A pode ser plugado em uma tomada convencional, com potência de 700W a 1 kW. Este carregamento pode levar 20 horas para completar a carga de uma autonomia de 200 km.

Nível 2: O carregador de nível 2 é vendido a parte. Estes carregadores exigem uma estrutura elétrica mais complexa, utilizando uma alimentação de 240V que permite carregar de 3 a 7 vezes mais rápido que o nível 1, dependendo do veículo e carregador. Sua potência varia de 3 kW a 20 kW.

As estações públicas de carregamento dispõem de uma potência ainda maior que permite o carregamento ultrarrápido, levando de 30 minutos a 1 hora para a carga completa. Esta opção pode não servir para todos os veículos elétricos, dependendo da tecnologia embarcada.

Nível 3: O carregador de nível 3 é mais comum em estações de carregamento púbico. Ele permite que os motoristas de veículos elétricos carreguem ao longo de um percurso mais extenso que permitido pela autonomia de seu veículo. Esses carregadores públicos podem estar localizados em postos de estradas, shopping centers, estacionamentos e espaços públicos. Estes carregadores exigem uma estrutura elétrica ainda mais potente, podendo chegar a 50 kW.

chargehub.com

Sabendo destas especificações técnicas, os edifícios não podem simplesmente instalar os carregadores ou permitir seu uso sem identificar a carga correspondente e sua infraestrutura elétrica. Para isso, é necessário avaliar a carga disponível e seu excedente através de uma análise de demanda de energia para então pensar na política a ser adotada dentro do condomínio.

A Alpen tem a expertise e fornece toda a solução para auxiliar na tomada de decisão desde o estudo da infraestrutura elétrica, laudo, projeto e instalação.

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